SEU VOTO, SUA ESCOLHA: CUIDE DA SUA MENTE ANTES DE DECIDIR
Estamos chegando a um dos momentos mais importantes da democracia: as eleições. E, junto com esse período, chegam também muitas informações, discussões, vídeos, pesquisas, opiniões, mensagens, cobranças familiares e conteúdos compartilhados pelas redes sociais.
Diante de tantos estímulos, é importante falar também sobre saúde mental na hora de escolher.
Quando somos expostos repetidamente a conteúdos que provocam medo, raiva, indignação ou ansiedade, podemos ter mais dificuldade para desacelerar e refletir. Muitas vezes, entramos em discussões, consumimos informações durante horas e sentimos que precisamos defender uma posição o tempo inteiro.
Por isso, antes de votar, talvez seja necessário fazer algo muito simples: diminuir o barulho externo para conseguir ouvir a própria consciência.
Na psicologia, sabemos que nossas decisões podem sofrer influência do grupo ao qual pertencemos, das pessoas que admiramos, das emoções que experimentamos e das informações que recebemos repetidamente. Reconhecer essas influências não significa que somos incapazes de decidir. Significa compreender que uma decisão consciente exige reflexão.
Seu voto é secreto. Sua escolha não precisa ser anunciada, explicada ou defendida para ninguém.
Você pode conversar, ouvir opiniões e buscar informações, mas também pode estabelecer limites quando uma conversa se transforma em pressão, agressividade ou sofrimento.
Ninguém deveria se sentir obrigado a votar em determinado candidato porque a família escolheu, porque amigos pressionaram, porque alguém no trabalho pensa daquela maneira ou porque determinada opinião aparece repetidamente nas redes sociais.
ANTES DE VOTAR, FAÇA UMA PAUSA
Experimente ficar algumas horas longe das redes sociais e das discussões políticas.
Respire, desacelere e pergunte a si mesmo:
Esta escolha representa aquilo em que eu acredito ou estou apenas respondendo à pressão e às opiniões das pessoas ao meu redor?
Depois, procure informações confiáveis sobre as propostas, o histórico e as posições dos candidatos que está considerando. Compare informações e faça sua escolha com tranquilidade.
Você não precisa transformar divergências políticas em rompimentos familiares, brigas entre amigos ou discussões que prejudiquem sua saúde emocional. É possível discordar e ainda preservar respeito e limites.
No dia da eleição, entre na cabine de votação lembrando-se de algo fundamental:
ali estão apenas você, sua consciência e a sua decisão.
O voto secreto protege também a liberdade de escolher sem precisar agradar, obedecer ou provar nada a ninguém.
Cuide da sua mente. Informe-se. Preserve seus limites. E faça uma escolha que seja verdadeiramente sua.
Lucilene Nunes
Psicóloga Clínica
Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental/ Neurociências e Comportamento na PUC RS
Cursa Pós em Neuropsicologia na ABADU – PUC GOIÁS
@psico.lucilene