Semana do Meio Ambiente chamou a atenção para a importância das abelhas sem ferrão
O evento, que ocorreu na Câmara dos Vereadores de Embu das Artes, demonstrou como as meliponíneas são benéficas ao meio ambiente e à saúde do ser humano.
(Foto: Assessoria de Imprensa )

A Câmara dos Vereadores de Embu das Artes recebeu, no dia 09 de julho, os especialistas Katia Sampaio Malagoli Braga, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente; Ricardo Costa Rodrigues de Camargo, pesquisador da Embrapa Meio-Norte; Paulo Sirks, biólogo e conselheiro da ONG SOS Abelhas sem Ferrão; e Eugênio Basile, criador da Mbee, para tratar sobre o tema meliponicultura durante o 1º Simpósio de Economia Verde.

O evento foi organizado pela Sociedade Ecológica Amigos de Embu – SEAE para comemorar a Semana do Meio Ambiente. Com duração de, aproximadamente, quatro horas, a mesa redonda foi mediada pelo diretor presidente da entidade, Rodolfo Vieira Nunes de Almeida.

Katia Braga, a primeira convidada a falar, contou que as abelhas sem ferrão são as espécies mais abundantes da região da Mata Atlântica, que depende da polinização destas para seu desenvolvimento. De acordo com ela, o Brasil é um país biodiverso em abelhas sem ferrão, tendo mais de 300 espécies conhecidas, como tiúba, jandaíra, uruçu, jataí, iraí e mandaguari.

Complementando a palestra da companheira de trabalho, Ricardo Camargo discorreu sobre o papel da abelha indígena de prestar um serviço ecossistêmico fundamental a todos nós. Ele também contou um pouco da história desses seres, dizendo que “quem começou a criar foram os povos originais da américa – maias, astecas. Eles tiraram os ninhos da mata e passaram esses ninhos para potes. Esses povos consideravam as abelhas como seres sagrados”. Depois falou de como ela é vista nos dias atuais e finalizou com a impactante frase: “Quem cria abelha, conserva.”

O terceiro a falar foi Paulo Sirks, que iniciou seu discurso comentando como surgiu a ONG SOS Abelhas sem Ferrão, uma entidade destinada à preservação das abelhas nativas do Brasil, cujas principais áreas de atuação são a educação ambiental, o resgate de enxames em risco e a divulgação de informações necessárias para a sua proteção. Com a apresentação de imagens e gráficos, evidenciou a importância do tema.

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Para finalizar, Eugênio Basile deixou todos os presentes com água na boca ao mostrar fotos de pratos que tem o mel de abelhas sem ferrão como ingrediente principal e explicar que a melhor forma de resgatar as abelhas nativas é através da gastronomia, visto que o mel é um alimento rico, sensorial, que tem o gosto do lugar em que é produzido.

O evento, destinado a empreendedores, abriu os olhos de quem busca oportunidades de negócios que geram renda ao mesmo tempo em que contribuem para a preservação da natureza.

SOBRE A SEAE

Criada por moradores na metade da década de 70, a SEAE atua na preservação ambiental de Embu e região, para estimular e ampliar os processos de transformação socioambiental, cultural e econômica, por meio de processos educacionais participativos e inclusivos, fomentando a atuação em políticas públicas, visando a conservação, recuperação e defesa do meio ambiente.

Crédito: Assessoria de Imprensa
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