Menina de 13 anos morre e família acusa negligência médica na UPA Santo Eduardo
15 de novembro de 2018
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Uma menina de apenas 13 anos faleceu no último sábado, dia 10, e a família acusa negligência médica na Unidade de Pronto Atendimento – UPA Santo Eduardo. Segundo informações, a adolescente deu entrada na unidade com bronquite asmática, do qual já fazia tratamento, no primeiro atendimento foi enviada para casa e retornando no sábado pela manhã foi medicada e teve uma parada cardíaca.

“Ela sentiu mal quando deram a medicação na veia e gritou pela minha tia. ‘Mãe me ajuda eu estou passando mal’. E a minha tia logo pediu ajuda as enfermeiras que já se depararam com ela desfalecida no chão. Levaram pra emergência longe da mãe para reanimar ela. Em seguida já intubaram e pediram remoção dela pra uma unidade com recurso HOSPITAL GERAL DE PIRAJUSSARA”, contou uma prima.

A família evidência que houve descaso, uma vez que após a remoção para o Hospital Geral do Pirajussara não teve o detalhamento do que aconteceu com a menina no primeiro atendimento. Quando se deram conta chamaram a família relatando que o quadro era crítico e muito delicado. Ao que consta cerca de 30 minutos depois de dar entrada no hospital, a adolescente entrou em óbito.

Em informações obtidas com um profissional da área da saúde.“Na minha opinião eu acho que poderia ter feito outras coisas e ter salvado a menina quando foi para o HGP. Parece que entubaram a menina precocemente. Problema que o médico [na UPA] fez uma medicação questionável”, disse a equipe de reportagem.

Em nota, a Prefeitura de Embu das Artes afirma que medidas serão tomadas para apurar o caso. “A Prefeitura de Embu das Artes lamenta profundamente o falecimento da adolescente V.K.S.V.S., de 13 anos, e está solidária à família da jovem. O prefeito Ney Santos ordenou a abertura imediata de sindicância para apurar o caso. A Prefeitura está apurando todas as etapas do atendimento à paciente e está à disposição da família para prestar quaisquer informações que forem necessárias”.

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“Na própria certidão ainda está incerta, mais por tudo que passamos juntos com os médicos investigação e a primeira resposta antes da biópsia e que foi excesso de medicação que alterou batimentos cardíacos e causou várias paradas”, falou a prima da vítima com relação ao caso. A família lamenta a morte precoce da adolescente e alerta que o inquérito policial será aberto para apurar. Vale destacar que o Jornal Primeiro Notícias não teve acesso aos documentos e os relatos são feitos pela família da vítima.

Outra acusação da família é o fato do médico que prescreveu a medicação não é o mesmo que consta no carimbo, em consulta ao CRM constaram que a foto era outra. “Apenas estava no carimbo, mais quando puxamos o CRM dele não apareceu a foto dele e nos deparamos com outro médico”, destacou.

Ao Primeiro Notícias, o secretário, José Alberto Tarifa falou que foi aberta a sindicância para apurar o caso, mas em uma avaliação preliminar os procedimentos foram corretos, porém destacou que será preciso aguardar o resultado da necropsia para entender as causas da morte, que demora cerca de 60 dias. Com relação ao atendimento médico ele destacou que foi feito sob orientação dos dois médicos e caracterizou o fato como uma “fatalidade”, porém lamenta o ocorrido.

O Jornal Primeiro Notícias está acompanhando o andamento do caso e dará mais informações, assim que forem obtidas pela equipe de reportagem.

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