Cidades da região são as piores na relação preço/qualidade do transporte público
Embu das Artes, Embu-Guaçu e Taboão da Serra lideram entre as piores; Juquitiba e São Lourenço da Serra tiveram bons resultados

(Foto: Divulgação)

A dificuldade de deslocamento está entre os fatores que mais afetam a qualidade de vida da população em 19 das 38 cidades, na região metropolitana de São Paulo. A constatação vem de estudo realizado pelo Centro Mackenzie de Liberdade Econômica e pela Universidade Federal do ABC. A cidade de São Paulo é quinta pior em índice de eficiência na relação entre gasto e qualidade do deslocamento.

Segundo o estudo, as cidades com maior adensamento populacional e piores condições habitacionais são as mais afetadas pelos problemas no deslocamento. A capital paulista se destaca com uma das mais ineficientes relações entre gastos com transporte público e qualidade dos deslocamentos, além da desigualdade entre os moradores do centro expandido e da periferia.

Das oito cidades que compõem a região do Conisud, seis ficaram entre as piores no quesito: Embu das Artes, Embu-Guaçu, Taboão da Serra, Cotia, Itapecerica da Serra, Vargem Grande Paulista.
*Embu das Artes – 6ª pior;
*Embu-Guaçu – 8ª pior;
*Taboão da Serra – 9ª pior;
*Cotia – 13ª pior;
* Itapecerica da Serra – 15ª pior;
* Vargem Grande Paulista – 30ª pior;

Os municípios de São Lourenço da Serra e Juquitiba obtiveram bons resultados.

“Em relação a São Paulo, dada suas dimensões, vale uma ressalva: há uma grande heterogeneidade internamente ao município, com importantes variações entre suas áreas de ponderação, afetando de maneira muito desigual seus munícipes, mas, em média, afeta negativamente sua qualidade de vida”, argumentam os pesquisadores.

Os 19 municípios que perderam posição no ranking com o incremento da mobilidade no cálculo da qualidade de vida foram São Paulo, Ribeirão Pires, Osasco, Poá, Caieiras, Taboão da Serra, Guarulhos, Cotia, Mauá, Carapicuíba, Embu, Rio Grande da Serra, Itapevi, Ferraz de Vasconcelos, Embu Guaçu, Itaquaquecetuba, Itapecerica da Serra, Franco da Rocha, Francisco Morato. Cidades que guardam uma relação de troca entre o local de moradia e local de trabalho, sendo a capital, os municípios do ABC, a região de Barueri e o município de Guarulhos polos de empregos e, as demais, cidades-dormitório.

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Os dados foram calculados a partir das respostas sobre tempo de deslocamento da população ao Censo do IBGE. As cidades de São Caetano do Sul, Santo André, Jandira e Suzano não foram afetadas no ranking.

Quando observadas as condições de deslocamento da população, chamada no estudo de Índice de Acessibilidade em Transporte, apenas as cidades mais afastadas da capital e a região do centro expandido apresentam bons resultados: de média alta a alta acessibilidade.

São eles: Juquitiba, São Lourenço da Serra, Barueri, Santana de Parnaíba, Pirapora de Bom Jesus, Cajamar, Mairiporã, Arujá, Santa Isabel, Guararema, Salesópolis, e a maior parte dos bairros de Biritiba-Mirim e Mogi das Cruzes.

Outro dado trazido pela pesquisa é a eficiência do gasto em transporte, considerando não o montante, mas a relação entre o valor e a qualidade do deslocamento dos usuários. São Paulo, São Bernardo do Campo, Poá e Guararema apresentaram os mais altos gastos com mobilidade, mas alcançaram níveis de eficiência distintos.

Guararema apresentou a maior eficiência entre gasto e qualidade do deslocamento, enquanto a capital paulista ficou em 34ª entre as 38 cidades. Além dela, foram considerados eficientes as cidades de Biritiba-Mirim, Carapicuíba, Santa Isabel e São Caetano do Sul.

“Foi possível mostrar quais os municípios são mais afetados em sua qualidade de vida quando se leva em conta a dimensão mobilidade urbana. Nesse sentido, vale ressaltar que um número expressivo de municípios tem seus indicadores de qualidade de vida rebaixados ao se considerar a questão da acessibilidade. A piora de 19 municípios em suas posições no ranking de qualidade de vida da RMSP devido à consideração da mobilidade corrobora a pertinência de incorporar tal dimensão para mensurar a qualidade de vida e mostra a importância de se monitorar a eficiência dos gastos públicos”, conclui a pesquisa.

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Com informações da Rede Brasil Atual

Crédito: Rodrigo Lopes
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